Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Quem não ar’risca, não desenha, nem enfeitiça



O que é melhor, não sentir fome, ou se lambuzar de manga rosa?
O que é melhor, não sentir sono, ou ter aquele sonho de Aurora?
O que é melhor, não sentir frio, ou se acalentar em uma pele morena?
O que é melhor, não sentir dor, ou se curar em uma alma serena?

Urgem as necessidades e os programas de aceleramento para aprisioná-las. Aprisioná-las feito um bicho raivoso.
Depois de presas, as necessidades passam pelo um processo de satisfação, muito similar aos efeitos transitórios de drogas sintéticas, e porque não naturais, e até mesmo inerentes.
Sem fome, sem sono, sem frio, sem dor, total amplitude, total insipidez, total desamor.
Antes o delicioso risco, que a maçante solidez.