2009 e os versos ainda não se re'conheciam.
Sabia eu que era tudo questão de temperamento, digo, tempo.
Tormento! Parece ser mesmo esta tormenta, esse clarão, que chove e fecunda o poema. Nem todos eles são tristes, nem filhos do caos, mas só estes têm a solidez do trovão, e a fúria do vendaval.
Ai está (vai) o que há em mim:
Tua ausência muda me é um cadeado
Machuca o coração magoado.
Só me diz o que se passa,
só me diz em que estrada minha alma ficou.
Creio que já é tarde pra sentir pena de mim.
Nada mais pedante.
Mas veja meu semblante, não vês que estou quase no fim?
É muita poesia, drama, e saudade.
É pouco dia-dia, colo e realidade.
Quero mais, quero a ti.
Entre'tanto não tenho esta felicidade.
Para quem ama a solidão é a mais dolorosa enfermidade.