Os pardais cortam o silêncio da tarde.
Pela janela passa a vida depressa sem ter onde chegar.
Perdera os sonhos no ralo da pia, e a libido no copo em que guarda os dentes.
A vida inútil e sem pressa escorrega pela tarde.
Dias normais.
Querido, vê-me um destes comprimidinhos.
Preciso dormir bem.
Preciso não acordar.
Há um momento na vida, aliás vários momentos na vida, em que escorrega o sentido de todas as coisas.
Aonde se quer chegar?
É um tempo medíocre, de valores deturpados na coluna social.
A velha moça voltara a frequentar os diálogos virtuais.
Ela não tinha mais pressa, agora, era o tempo que esperava por ela.
Rum e água tônica.