Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Catraca

Esse novo mundo novo,
embora camuflado de facilidades e aplicativos,
guarda uma grande vilã: Sra. Concorrência.


São sempre testes.

Teste para estudar em escola da Capital,
teste para ingressar em Ensino Superior,
teste para participar de um sarau,
teste [todo mês] para avaliar o rendimento,
teste para vencer licitação,

teste para tirar carteira de motorista,
teste para exercer uma profissão,
teste para ingressar no serviço público,
teste para ser atendente de balcão,
teste para ser boa esposa,
teste para a pós-graduação.

Catraca.

CA-TRA-CA.

Que palavra louca!
[cousa da nova civilização]


Quem não paga o bilhete,
não desce na estação.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A Noite e O Café

A Noite assobia a paz nas ruas
dos homens do dia, enfim.

Mas, espere.
A Noite precisa permanecer acordada.
Seja para velar o sonho e a boemia dos bons,
seja para vigiar a iniquidade e esperteza dos maus.

A Noite bebe muito café,
há três meses parou de fumar cigarros.
A Noite toma alguns remédios controlados.

A Noite tem que estar sempre em alerta,
e em bom estado.

A Noite não dorme,
não pode,
não consegue dormir.

Às vezes acompanho a Noite em sua vigília diária.

Como agora.