Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Minhas impressões juvenis de H. Dobal, que tive o prazer de conhecer através de Tânia Martins na "roça" de João Freitas em José de Freitas em junho de 2007:


A DOBAL



Olhos de menino pairando no céu anil, febris de arrebatamento.

Fascinado com as trivialidades que o tempo de-pressa não nos deixa ver.

Lusco-fusco. Cores, águas, carnaubais de sua infância, tudo se tecendo em poesia.

Deus brinca com lápis de cor a essa hora do dia, o céu baila em nuanças mil, o vento frio refresca a alma sertaneja, a alma se despe, contemplativa, sem certezas, sem conceitos, sem mentiras. Tempo sem pressa, sutil.

Olhos de um velho menino, meio maduro, meio curioso, meio traquino. Meio. Nunca esgotado, nunca cheio. Ele ri com os olhos, e nada diz. Deslumbre de um inveterado aprendiz.




14 de junho de 2007

Anna Bárbara


[#achadosdeumvelhoblogue]