Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Inté!


Ir e vir,
Adeus mano, adeus birita, adeus Garoa!
Vou para la nieve,
Después vou vortar pru meu Sertão!
Um dia ainda hei de sorrir,
Em tua alcova,
E sem pensar me leve,
E me traga um chimarrão.


....


Rodo'viárias, pássar(o)elas...


Au revoir, inté los Andes!

domingo, 15 de julho de 2007

Sampeando


Surpreendente_mente.

Defini, but não limita Sampa.

Pressa passo palavra teto canção;

Remessa assalto amarra elo prisão.


Pedinte.


Pedal.

Museu. Clarisse. Mercado.

Alcachofras, Ual!


aV. pauLista, Madalena.


Inebriante. Ande, ande mais rápido.

Tudo tem seu mal lado.


Menos pressa, minha gente, menos pressa.


Contempl'AÇÃO!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

"...Da dura poesia concreta de tuas esquinas"


Toda terra tem seus caprichos, na FerVENTEresina a coca esquenta, e o chocolate derrete, aqui, na terra da garoa, o café esfria. Ah, toda terra tem suas manias.
Minha alma sertaneja malacostumada com a frialdade do sul, inquietou-se.
Distante gente, vai e vem, cidade de retirantes, apressado tempo. É preciso ganhar o cobertor, o alimento, o sonrridor. É preciso. Gente errante. Tem sede, tem frio, tem dor, tem fome.
De repente o trem, o sinal, a passarela, o museu da Língua Portuguesa. Paro.
Saboreio o entrar e sair das mentes curiosas. Não me atrevo.
As pesadas sacolas gritam em meus dedos. Soam mais alto.
Como bem disse a sorridente velhinha paraibana que vendia lanches de carne, “Ah, rua Zé Pualino, quando entra é difícil sair.”
Bem, tenho até quarta, o tempo me conforta. Desencadeado tempo, dias de deslumbramento.
Eita, frio da porra!

“É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi, da dura poesia concreta de tuas esquinas...É QUE NARCISO ACHA FEIO O QUE NÃO É ESPELHO”

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Que horas são?


O sol se deita, o velho balança o menino na perna, o pião jaz sua última rodadela. As alpargatas ao pé da porta adormecem depois de um cansativo dia de caminhadas.
O cheiro de café torrado invade a sala de estar.
Em um sobressalto o menino se levanta, e fita o encanecido relógio da parede, que deveras já oscilou várias vezes, marcando horas tantas, horas de quando ele ainda nem era menino. De quando ele ainda nem era.
Por alguns segundos eternos o menino fitou o relógio, o tempo, o ponteiro magro e apressado, e o ponteiro gordo e lerdo, o tempo que roubaria a sua meninice, suas férias, suas peraltices, o tempo que marcara a face e a alma de seu velho avô prostrado na grande poltrona flexível. Tempo que roubara sua robustez, seus sonhos, sua jovial insensatez.
O relógio, o menino, e o sol posto.
O menino dá a sua última olhadela no senhor das horas, certifica-se da sua marcação, e pergunta ao velho prostrado em sua flexível poltrona grande, “Que horas são?”.

Menino, larga isso, que o tempo não é brincadeira não.

segunda-feira, 2 de julho de 2007


PUNH'ETA!

Me leve, leve.
ME LIVRA, ME LAMBE, ME LAVA. ME LOVE. ME.
LARVA, SÊMEN ESCA'PÓLEN.
VUL’CÃO!
CÃO.


Ai, não diz que Não.



Dize-tu-direi-eu