Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

"...Da dura poesia concreta de tuas esquinas"


Toda terra tem seus caprichos, na FerVENTEresina a coca esquenta, e o chocolate derrete, aqui, na terra da garoa, o café esfria. Ah, toda terra tem suas manias.
Minha alma sertaneja malacostumada com a frialdade do sul, inquietou-se.
Distante gente, vai e vem, cidade de retirantes, apressado tempo. É preciso ganhar o cobertor, o alimento, o sonrridor. É preciso. Gente errante. Tem sede, tem frio, tem dor, tem fome.
De repente o trem, o sinal, a passarela, o museu da Língua Portuguesa. Paro.
Saboreio o entrar e sair das mentes curiosas. Não me atrevo.
As pesadas sacolas gritam em meus dedos. Soam mais alto.
Como bem disse a sorridente velhinha paraibana que vendia lanches de carne, “Ah, rua Zé Pualino, quando entra é difícil sair.”
Bem, tenho até quarta, o tempo me conforta. Desencadeado tempo, dias de deslumbramento.
Eita, frio da porra!

“É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi, da dura poesia concreta de tuas esquinas...É QUE NARCISO ACHA FEIO O QUE NÃO É ESPELHO”

Um comentário:

Unknown disse...

Dize-tu direi-eu:
Altercação, discussão acalorada, geralmente em que duas pessoas falam ao mesmo tempo, havendo sobreposição de falas

Isto é Língua Portuguesa! Salve poemário enfileirado Aurélio Buarque de Holanda! Livro das palavras quase que todas!