Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Arde!


Por detrás das cinzas calmas,
suaves como a noite,
as brasas incandescentes são guardadas,
escondidas, armadas pra dar o bote.
Branco, cinza, e vermelhos.
Açoites.


Que bom seria dar um pulo nas cinzas suaves!
Mal sabia, a menina, das chamas que viriam um pouco mais tarde...


De repente, o pulo, o tempo, e a crueldade.
A menina queima os pés,
tudo arde.


Fique esperto,
não acredite totalmente na suavidade,
porque mais ao fundo,
poderá ser uma fogueira de fals'idade.



terça-feira, 21 de outubro de 2008

A NOITE NÃO DORME.

Você me pede pra ter calma,
mas é meu corpo que tem pressa.

Você me pede pra ver a palma,
mas minha mão é mais completa,

e meus dedos tocam a alma,
de quem longe só espera,

e minha ânsia é calada
com a saudade que me resta.


E a Noite não dorme,

E nessa tal Realidade, eu Sonho.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Fique só aqui, entre nós..


Tem gente de mais especulando o fato,

ouvi dizer que amanhã já sai no noticiário,

aconteceu na rua das flores, em um bairro afastado,

o acontecido foi pesado!

Não lembro bem qual foi o enunciado,

mas amanhã tem de novo,

no tal noticiário,

tudo bem explicado,

e, por favor, que isso fique entre nós,

porque não gosto de boato!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

lado de dentro

No interior do 3,14auí, do Nordeste, do Brasiiiilsiiilsiiil
a festa da democracria é festa de mais tudo no mundo!


enquanto a vitória cantarolava o ápice partidário,
um casal namorava,
bem ali na porta da casa alheia,
confronte a rua do povo,
ao meio da gente toda:
o beijo,
o espetacular'mente poético enlançar de amores!
Parecia praça de tempos de outrora.
E o beijo lá se propagando nem se importando com o que acontecia do lado de fora.