Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Arde!


Por detrás das cinzas calmas,
suaves como a noite,
as brasas incandescentes são guardadas,
escondidas, armadas pra dar o bote.
Branco, cinza, e vermelhos.
Açoites.


Que bom seria dar um pulo nas cinzas suaves!
Mal sabia, a menina, das chamas que viriam um pouco mais tarde...


De repente, o pulo, o tempo, e a crueldade.
A menina queima os pés,
tudo arde.


Fique esperto,
não acredite totalmente na suavidade,
porque mais ao fundo,
poderá ser uma fogueira de fals'idade.



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