Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Jogo de azar

Tragam todos os dados, todas as cartas, fichas, desvios de personalidade, e apostas.

Venham com suas ganâncias ardentes, com seus egos latentes, e com suas sedes de vitória!

Não tenham medo, nem se achem loucos.

Venham todos, que devo ter muita sorte no jogo.




O amor está lançado!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

a água mata de sede.


Chove, chove!
O aquecimento é global!
As geleiras derretem,
a inundação é geral!


O sertão vira mar,
a água que dantes não tinha,
agora mata de sede, de fome e de frio,
e não faz brotar semente,
barrenta derruba casas,
desliza montes,
soterra gente,
escurece os horizontes.


Grita a mata, o tempo, as águas,
o bicho homem não quis ouvir,
e fez da fartura uma terra escassa,
e agora sente a mesma dor
que arranhou quem agora nos arrasa.

Leva tudo, enxurrada!