Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

a água mata de sede.


Chove, chove!
O aquecimento é global!
As geleiras derretem,
a inundação é geral!


O sertão vira mar,
a água que dantes não tinha,
agora mata de sede, de fome e de frio,
e não faz brotar semente,
barrenta derruba casas,
desliza montes,
soterra gente,
escurece os horizontes.


Grita a mata, o tempo, as águas,
o bicho homem não quis ouvir,
e fez da fartura uma terra escassa,
e agora sente a mesma dor
que arranhou quem agora nos arrasa.

Leva tudo, enxurrada!



3 comentários:

Projeto Reticere disse...

... falam tanto em cuidar mais do planeta, como se ele fosse deixar de existir... a Terra se adequa, a natureza é perfeita, ela se reorganiza, no canto que falta, ela repõe e assim vai, lentamente, custe o que custar...

Gleuber Militan
Projeto Reticere

Anônimo disse...

e é nesse custe o que custar, que vai acabar custando a vida do homem!

porque, como o senhor Glauber mesmo disse, a natureza se adequa. Não medirá esforços em aniquilar aquilo que a aniquila!

bobinho o homem que ainda acha que pode medir forças com a natureza!

Unknown disse...

Uma rã saltou... tchibum!!

Uma folha caiu no chão da floresta...

Você pisa a folha no chão.

Eu venero o chão em que pisas.

E, embora isso não seja notícia, ou visível, o mundo já não é mais o mesmo.