Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

domingo, 24 de maio de 2009

Estou me consumindo, muito.

Os vícios, os amores mal resolvidos,
o perigo do anticoncepcional com o fumo,
o abismo do Querer com a Saudade,
a alta velocidade e o sinal fechado.

Estou me consumindo,
e acho que já é tarde,
e hoje ainda é domingo!
Poxa, mas tenho tão tenra idade!

Consumindo...
minha alma arde,
e assim vou sumind...

sábado, 23 de maio de 2009

Dona Maria

As quatro da manhã o corpo acostumado por si só desperta,
calça as chinelas,
lava a roupa e põe o feijão na panela,
varre a sala e deixa tudo pronto,
o sol surge na janela, já tomara banho,
e já estava no ponto de ir a parada,
uns tantos minutos e lá vem o ônibus descendo a ladeira do Planalto,
6:00h da manhã e entra gente e entra gente e entra gente, até o centro ninguém desce.
Lá se vão 50 minutos muito cansados, corpo suado e papo furado.
Hora de bater o ponto,
fazer o café e servir,
e sorrir e dizer bom dia.
8h da manhã pergunto se já tá pronto,
Ela me abre o sorriso e me estende uma xícara.

sábado, 16 de maio de 2009

Madrugada insone... insana.


O silêncio da madrugada invade a casa, pela janela.
Suspiro devagar quase em devaneio,
teria sido o álcool, a madrugada imponente ou a crise passional,
poderia ser qualquer coisa que causa a insanidade de agora,
Amanhecerá em breve, o sol invadirá a casa sem silêncio e com a mesma crise passional,
uma hora, pela manhã ou quiçá a tarde ou só próxima semana, ou próximo mês mesmo, ou nem próximo ano tudo mudará.

Devagar vou vagando pelo tempo, nesse instante,nessa noite que se extende até a grimpa dos galos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Quero alguém que venha sem que eu peça,
que me ame com prioridade,
que esteja na cumplicidade,
a vista e na proximidade,
que ao ausentar-se em teu peito me guarde,
e que volte sempre antes da saudade.

domingo, 3 de maio de 2009

Devaneios de Domingo II

ei,


deixe a vontade ordenar,


faz o que ela dita,


eu sei que você quer, não resista, arrisque, senão não petisca.


e me pegue, apegue, aperte e grite!


Faz-me suspirar, de um compasso a outro se agite!


De um laço a outro caprixe e diga que sim,


beije, suspire e te entregue pra mim.



Vem, não demora,


vamos reinventar o pecado da criação,


vem e vem agora, vamos pro'criar uma nação!



**********

Devaneios de Domingo I

Sonhei com o Desconhecido,
acordei apaixonada e tomei um sonífero.

Acho que vou viver disso.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A fome na seca e na inundação.


A casa caiu,

a chuva escorreu,

o riu subiu,

e a gente pobre, meu Deus,

está sem um vil,

sem esperança,

sem benegripe, sem feijão nem doril.