Aquele teu gosto sereno na língua...
Escorrego minha cobiça em teu corpo moreno,
Bebo na fonte o sabor de teu condimento,
Um misto de absinto, desejo e alimento,
O ápice do contentamento!
Uma delícia!
Um cheiro forte de malícia,
A mão pesada me atiça,
O ato me enfeitiça,
Arrisca o taco,
Teu braço enlaça tua isca,
Mira meu segredo,
Fechamos os olhos e reinventamos a nós mesmos.
Na sombra do cajueiro.
No balanço da rede o tempo descansa.
domingo, 28 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Baixa do Cururu
Acordei. Na época para consagrar a “intimidade” de meus pais, dormia com eles. Para minha surpresa a casa estava silenciosa, malgrado a insônia de meu pai que não apagava as luzes da sala, tampouco a TV do quarto. Mas naquela noite, quiçá madrugada, estava tudo escuro e sem nenhuma vinheta de jornal.
Meu coração de criança se inquietou, fiquei com aquele desespero do abandono.
Lembrei-me da data junina e que na Baixa do Cururu era tempo de muita festa. Depois de certa hora só as crianças mais velhas os pais deixavam ir. Eu era uma criança mais nova, e me deixaram a dormir, e caíram fora. Entretanto, acordei.
Menina do interior não tem frescura, e tem muita coragem. Não pensei nem uma vez, quanto mais duas.
Pulei o muro e desci a galeria até a casa “das Capetas”, o frevo tava animado, as canjicas, os aluás e os manuês em fartura. Estava descalça e de pijama, se minha mãe me visse daquele jeito não me deixaria ficar na festa, nem ir a casa de tia Zilene no outro dia.
Voltei pra casa, não consegui pular o muro de volta e adormeci na porta.
Quando aqueles que me abandonaram, já alterados pela folia, chegaram, nem me perceberam.
Eu acordei com as gargalhadas, e corri pra dentro sem que me vissem.
Aquele dia ficou guardado em minha memória de infância, aquelas cores da noite, aquele cheiro proibido, aquela alegria de gente grande que eu não entendia...
Ah, que lembrança boa, que saudade da Baixa do Cururu!
Meu coração de criança se inquietou, fiquei com aquele desespero do abandono.
Lembrei-me da data junina e que na Baixa do Cururu era tempo de muita festa. Depois de certa hora só as crianças mais velhas os pais deixavam ir. Eu era uma criança mais nova, e me deixaram a dormir, e caíram fora. Entretanto, acordei.
Menina do interior não tem frescura, e tem muita coragem. Não pensei nem uma vez, quanto mais duas.
Pulei o muro e desci a galeria até a casa “das Capetas”, o frevo tava animado, as canjicas, os aluás e os manuês em fartura. Estava descalça e de pijama, se minha mãe me visse daquele jeito não me deixaria ficar na festa, nem ir a casa de tia Zilene no outro dia.
Voltei pra casa, não consegui pular o muro de volta e adormeci na porta.
Quando aqueles que me abandonaram, já alterados pela folia, chegaram, nem me perceberam.
Eu acordei com as gargalhadas, e corri pra dentro sem que me vissem.
Aquele dia ficou guardado em minha memória de infância, aquelas cores da noite, aquele cheiro proibido, aquela alegria de gente grande que eu não entendia...
Ah, que lembrança boa, que saudade da Baixa do Cururu!
domingo, 7 de junho de 2009
Gosto de estar comigo e mentir pra mim,
creio que sábio é aquele que se ilude,
os olhos que se desnudam para as ditas verdades estão fadados a arder ao sol da razão.
Prefiro a sombra fresca da fantasia, da invenção de mundos, das cores da poesia.
Se aquele rapaz me interessa me é por direito ter a recíproca como verdadeira, mesmo que só para mim, mesmo que concretamente falsa.
Quem foi que disse que acariciar o próprio ego é pecado?
Desde que não atinja alguém não vejo problema nenhum.
Quem assistiu ou leu "O Segredo" quiçá pense que falo da força do pensamento positivo, não, falo dos diversos sentidos e possibilidade que um fato pode ter, posso muito bem me filiar ao caminho que me favorece, apesar de não ser o mais virtuoso assim, por que me martirizar com pré-ocupações?
Estou na fase dessa dissimulação, estou pegando gosto pelas mil faces e pelas meias verdades...
O que seria de nós sem as mentiras? Crua e cinzenta realidade de pessoas sérias...
Estou cansada de tais verdades que na verdade são demagogias. Prefiro acreditar no meu lero-lero.
Se mentir te faz feliz e não entristece a ninguém, pode seguir, que é o errado que está certo.
creio que sábio é aquele que se ilude,
os olhos que se desnudam para as ditas verdades estão fadados a arder ao sol da razão.
Prefiro a sombra fresca da fantasia, da invenção de mundos, das cores da poesia.
Se aquele rapaz me interessa me é por direito ter a recíproca como verdadeira, mesmo que só para mim, mesmo que concretamente falsa.
Quem foi que disse que acariciar o próprio ego é pecado?
Desde que não atinja alguém não vejo problema nenhum.
Quem assistiu ou leu "O Segredo" quiçá pense que falo da força do pensamento positivo, não, falo dos diversos sentidos e possibilidade que um fato pode ter, posso muito bem me filiar ao caminho que me favorece, apesar de não ser o mais virtuoso assim, por que me martirizar com pré-ocupações?
Estou na fase dessa dissimulação, estou pegando gosto pelas mil faces e pelas meias verdades...
O que seria de nós sem as mentiras? Crua e cinzenta realidade de pessoas sérias...
Estou cansada de tais verdades que na verdade são demagogias. Prefiro acreditar no meu lero-lero.
Se mentir te faz feliz e não entristece a ninguém, pode seguir, que é o errado que está certo.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
e o Sertão vai Mar virando...
Parece que foi tudo culpa da malversação de recursos,
o material da construção deve ter sido o mais barato,
para que houvessem reservas para a eleição.
E a parte mais pobre da população fica sem amparo,
A barragem rompeu e a enxurrada levou as gentes,
Um “tsunami” como disse o governador,
levou pé-de-pau e a casa de tijolo,
levou o que já era tão pouco,
O que será desse povo?
O número de mortos é falsa perspectiva,
A angústia do sertanejo
[frente a onda gigante]
não entra na estatística.
(Fonte da Foto : www.gostei.abril.com.br/frame/index/fotos-da-barragem-algodoes-que-estourou-em-cocal-pi )
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