Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

domingo, 7 de junho de 2009

Gosto de estar comigo e mentir pra mim,
creio que sábio é aquele que se ilude,
os olhos que se desnudam para as ditas verdades estão fadados a arder ao sol da razão.
Prefiro a sombra fresca da fantasia, da invenção de mundos, das cores da poesia.
Se aquele rapaz me interessa me é por direito ter a recíproca como verdadeira, mesmo que só para mim, mesmo que concretamente falsa.
Quem foi que disse que acariciar o próprio ego é pecado?
Desde que não atinja alguém não vejo problema nenhum.
Quem assistiu ou leu "O Segredo" quiçá pense que falo da força do pensamento positivo, não, falo dos diversos sentidos e possibilidade que um fato pode ter, posso muito bem me filiar ao caminho que me favorece, apesar de não ser o mais virtuoso assim, por que me martirizar com pré-ocupações?
Estou na fase dessa dissimulação, estou pegando gosto pelas mil faces e pelas meias verdades...
O que seria de nós sem as mentiras? Crua e cinzenta realidade de pessoas sérias...
Estou cansada de tais verdades que na verdade são demagogias. Prefiro acreditar no meu lero-lero.
Se mentir te faz feliz e não entristece a ninguém, pode seguir, que é o errado que está certo.

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