Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O pensamento tenta escapar,
mas não tem jeito,
quem falou em livre arbítrio,
não conheceu a astúcia do Desejo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

QuenTeresina



o sol,
o céu,
a tarde.


O tempo quente.
A terra quente.
A tarde quente.
O sol fervente.
O céu incandescente.


É a sina e é gostoso assim,
é a mais menina flor nordestina,
Ferventeresina que fascina o sol,
o céu,
e a tarde.

Que a tudo acalenta, afaga e arde!

domingo, 19 de julho de 2009

O gato no lixo procura seu jantar,
só há chips, baterias velhas, cabos usados e um celular,
seu paladar não é dos mais requintados,
mas nem tudo ele pode mastigar,
faminto o gato pensa na vida,
e se questiona onde o homem ainda quer chegar,
o gato pobre de rua não tem dono rico,
e ração não pode comprar.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

S a u d a d...

Quis escrever uns versos,
essa angústia de poeta com a palavra presa na garganta,
o amor doído, a Saudade que me tira os sentidos, a boca seca, o meio sorriso...
tudo querendo se aquietar nas folhas entre as linhas, sossegadinhas, como se as coisas fossem tão fáceis de resolver como os versos...
Se bem que os versos são quase tão teimosos quanta a Saudade...
Acontece, entretanto, que os versos são meus e faço com eles o que quero, se eles persistirem muito em não me agradar, eu os deleto, e pronto, fim da inquietação.
Com a Saudade não... Ela não me pertence, não posso dela dispor, não posso amassá-la e jogá-la na lixeira... Ela me persegue, me maltrata, arrasa comigo e com toda minha poesia...
Ah se meus versos dessem jeito nessa Saudade traquina, ah se eles pudessem lhe ensinar a tal disciplina, e deixá-la lá no canto de castigo, trazendo-me de volta meu poema e meu sorriso.