Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

domingo, 19 de julho de 2009

O gato no lixo procura seu jantar,
só há chips, baterias velhas, cabos usados e um celular,
seu paladar não é dos mais requintados,
mas nem tudo ele pode mastigar,
faminto o gato pensa na vida,
e se questiona onde o homem ainda quer chegar,
o gato pobre de rua não tem dono rico,
e ração não pode comprar.

2 comentários:

eueoutrasdemim disse...

fez lembrar de um dia que fui a um lixão, as pessoas em cima de um amontoado de restos, dejetos buscando algo pra si... fez lembrar que se tão miserável vida tivesse não seria melhor que a violência que vejo todos os dias,
beijo minha poetisa,
sua p.

Cynthia Osório disse...

e quantos vira-latas hão de ter por aí...
lembrou-me "o bicho" de Manuel Bandeira.