Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ao meu Amor

Não quero mais te falar das mesmas lamurias,
nem quero fazer a mesma reclamação,
se neste instante se pronuncia a separação,
vou sair pelas ruas,
tentando me acostumar com a solidão.

Se te disse até logo,
eu, sinceramente, não queria ir,
foi uma grande simulação,
mas guarde um beijo meu debaixo do teu travesseiro,
e guarde os teus segredos para a hora da reconciliação,
pois quando se vai sem que se queira,
o tempo assenta a poeira e a sofreguidão,
e o gosto do beijo na boca não finda,
já será mulher a moça que tu deixastes menina,
amadurecida á tua paixão.




sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Interrogação

No instante em que um vestido rosa é notícia de capa de jornal,
e uma instituição de ensino superior vira escárnio,
é tempo de rever os conceitos de uma nação,
e compreender que está tudo errado.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sentido?

Está dolorido meu coração,
e para esse mal não há comprido,
não há solução viável,
e nem sentido.

Não há preço para que possa ser comprado,
e satisfazer o desejo reprimido.

Essa é a tal da Saudade,
esse sentir de ausência, esse meio sorriso.
Essa coisa inacabada, essa impressão de coisa inacabada...
é como se o espelho fosse um precipício,
é como se faltasse um pedaço da gente.

O que fazer com essa Saudade que me arde tanto o corpo quanto a mente?
Ai, como me arrasa!
Só o tempo pode aquietá-la...
Uma hora, eu sei, eu sei que passa!