Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Foi visto um homem com uma maleta na mão,
foi visto o homem e seu coração,
foi visto o homem atravessando a avenida,
foi visto o homem caído ao chão,
foi visto seu coração fora do peito,
mas ninguém o deu atenção,
os curiosos fizeram um cerco,
e o homem nunca mais teria uma paixão,
foi tudo tão ligeiro,
só restou um cachorro e um segredo,
que nunca terá sua revelação,
o amor que estava em seu peito,
saltou no momento da colisão.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O presente sempre pode superar o pretérito,
desde que não se coloque a memória como pensamento prioritário,
[eu sei que não é fácil]

Sim, há mérito em projetar desejos, e em cortejar saudades,
mas fundamental é dedicar ao instante todo nossa vivacidade.

Não perca tanto tempo refletindo sobre o que fez de errado,
nem tendo maus ou bons presságios,
o fato é que só no agora vivemos,
não se pode ir ao futuro, nem se voltar ao passado.

Sinceramente espero que esta prosa-poética,
com nada se assemelhe com literatura de auto-ajuda,
mas sim com uma força frenética,
que faça o leitor sair à rua.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Quiçá seja essa certeza da morte que nos faz ter tanta pressa.
Quiçá seja essa pressa que apresse a nossa morte.

Mais calmaria, meu bem, mais calmaria, vá com calma e sorria.