Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Foi visto um homem com uma maleta na mão,
foi visto o homem e seu coração,
foi visto o homem atravessando a avenida,
foi visto o homem caído ao chão,
foi visto seu coração fora do peito,
mas ninguém o deu atenção,
os curiosos fizeram um cerco,
e o homem nunca mais teria uma paixão,
foi tudo tão ligeiro,
só restou um cachorro e um segredo,
que nunca terá sua revelação,
o amor que estava em seu peito,
saltou no momento da colisão.

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