Na sombra do cajueiro.
sábado, 26 de junho de 2010
Encantamentos
Meu primeiro amor partiu para a América do Norte,
Fiquei a ver navios, dias sem sorte.
Depois surgiu um que era artista, excêntrico, e que tinha sina de ser sozinho,
deixou-me sem destino, madrugadas insones de desalinho.
Em uma noite insana, apareceu-me um ébrio habitual, que andava sempre na mesma rima, na mesma onda, pinga e pinga.
Não acompanhei sua disposição.
Com o tempo veio um bruxo budista cristão, cheio de crendices, mitos e fetichismos,
mas não acreditei em suas sandices!
Os dias se estenderam e acenou o perigo,
era um rapaz de virtudes, mas meio comprometido,
Longas horas de desolação e desabrigo.
Foi então que chegou um bom partido,
mas meu coração já tão perdido,
não encontrou emoção, nem sentido.
se ancorou em outro moço, este que me disse não,
sem conversa, sem compaixão,
e cá estou nesta prosa, contando mais uma história de desilusão.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Encontro
Sorrateiramente entre meus dedos, entrelinhas.
Instantes de delírios, inacreditavelmente reais.
Pele minha tão par da dele.
Vontade, desejo, lascívia.
Perdoe-me tamanha verborragia,
mas juro, que parece que foi magia.
De repente.
Tudo tornou-se claro.
Tudo tornou-se Poesia.
Momento raro, deveras, raro.
E foi assim que ficou meu coração, meu coração, meu coração ... atordoado.