Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

sábado, 26 de junho de 2010

Encantamentos

Meu primeiro amor partiu para a América do Norte,

Fiquei a ver navios, dias sem sorte.

Depois surgiu um que era artista, excêntrico, e que tinha sina de ser sozinho,

deixou-me sem destino, madrugadas insones de desalinho.

Em uma noite insana, apareceu-me um ébrio habitual, que andava sempre na mesma rima, na mesma onda, pinga e pinga.

Não acompanhei sua disposição.

Com o tempo veio um bruxo budista cristão, cheio de crendices, mitos e fetichismos,

mas não acreditei em suas sandices!

Os dias se estenderam e acenou o perigo,

era um rapaz de virtudes, mas meio comprometido,

Longas horas de desolação e desabrigo.

Foi então que chegou um bom partido,

mas meu coração já tão perdido,

não encontrou emoção, nem sentido.

se ancorou em outro moço, este que me disse não,

sem conversa, sem compaixão,

e cá estou nesta prosa, contando mais uma história de desilusão.

Nenhum comentário: