Só depois de muito percebi,Como se precisa de tão pouco.E que o muito pode ser tão pouco,E que o pouco pode ser tanto!E que a redundância não é ridícula!É o coração que valora, sinestesica'mente.Não, não são os olhos, os olhos só vêm o que se mostra.E o que se mostra nem sempre é o que é. E todo mundo sabe disso. E ignora. Então, é com verborragia destas palavras que a literatura contemporânea chamou de Poesia, que a realidade borboleteia. Realidade que os olhos não vêem, a Poesia sente. E a Poesia é justamente o muito em tão pouco.E, diante do exposto, conclui-se:Os melhores momentos são ordinários,Aqueles mais banais,Da rotina nossa de cada dia. E essa descoberta nunca é tardia. Desvendei e compartilhei.