Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

domingo, 18 de agosto de 2019

Casas coloridas de almas velhas
coladinhas cochicham
Nada passa despercebido
pelos olhos-janelas
E sobre o que falam?
Sobre o passar da tarde
e sobre o passar da gente
e sobre tantos...

O diário da velha urbe 
é esculpido no coração 
destas casas coloridas
E quanto já foi visto por estes olhos-janelas!

A cidade que cansa de tanto repouso,
pousa sobre doces colinas,
e suspira essa vida leve
Vida leve como as cadeiras nas calçadas.

Nessa Terrinha, a simplicidade é o que há de mais profundo,
é minha Oeiras,
um lugar que não há outro no mundo.



Velhacap,  2006


A dor está a serviço do bem
o bicho humano necessita 
na carne e na metafísica que se chama coração,
a dor precisa ser sentida 
para que você se sinta viva 
para nossa evolução 
Redenção
Salvação 
Nada vem de graça 
Não teria graça
A dor é nossa querida amiga 
é nossa propulsão 
ensina contemplar a serenidade 
para que se agradeça a simples tranquilidade,
para que se cresça, 
para que se engrandeça, 
para que encontre a felicidade 
Guarde os analgésicos e aproveite a oportunidade