Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

domingo, 18 de agosto de 2019

Casas coloridas de almas velhas
coladinhas cochicham
Nada passa despercebido
pelos olhos-janelas
E sobre o que falam?
Sobre o passar da tarde
e sobre o passar da gente
e sobre tantos...

O diário da velha urbe 
é esculpido no coração 
destas casas coloridas
E quanto já foi visto por estes olhos-janelas!

A cidade que cansa de tanto repouso,
pousa sobre doces colinas,
e suspira essa vida leve
Vida leve como as cadeiras nas calçadas.

Nessa Terrinha, a simplicidade é o que há de mais profundo,
é minha Oeiras,
um lugar que não há outro no mundo.



Velhacap,  2006

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