Casas coloridas de almas velhas
coladinhas cochicham
Nada passa despercebido
pelos olhos-janelas
E sobre o que falam?
Sobre o passar da tarde
e sobre o passar da gente
e sobre tantos...
O diário da velha urbe
é esculpido no coração
destas casas coloridas
E quanto já foi visto por estes olhos-janelas!
A cidade que cansa de tanto repouso,
pousa sobre doces colinas,
e suspira essa vida leve
Vida leve como as cadeiras nas calçadas.
Nessa Terrinha, a simplicidade é o que há de mais profundo,
é minha Oeiras,
um lugar que não há outro no mundo.
Velhacap, 2006
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