Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Ontem me surpreendi com as reviravoltas da vida,
um ex-desgarrado me disse ontem, sem mais demora,
"Me livrei desse álcool, dessas drogas",
e sem meias verdades alfinetei:
"E se escravizou à sobriedade"

...

Cousas assim, cousas assado.

Acon-tecem.

terça-feira, 26 de junho de 2007


A poesia pronta me convida ao deleite,
Ali na porta de casa, onde o menino picolé, troca sorvetes por garrafas vazias.
Convite.
Rebentos meus pairando sob a cena da poesia pronta,
Sob o descaso dos apressados passos, que sempre estão a ir e vir, sem se dar conta da poesia pronta que o olhar pode trazer.
Olhar descuidado, sem pressa, sem
horário.
Olhar que pousa no cenário das trivialidades, e se surpreende com cada novo encontro da poesia com o cotidiano.

Hoje, eis que apareceu um arco-íris no meu quarto, ah, graças a Deus que tenho um olhar descuidado, e uma cam que tira re'tratos, rs!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

p2

A lua ao alto desaba em estrelado manto,
Uma lona caindo, redonda, velando o tempo manso.
O mundo.
Ao alto. O manto estrelado.
Cenário por Deus ilustrado.
Ardores, fogueiras, faíscas, clarões.
Lua ao alto, meio crescente, meio cheia,
Um dia que desaba em uma vida inteira.
Águas, carnaúbas, cachoeira.
Festa de São João,
Ciranda, rodada, bailão,
Viva a lua ao alto,
A lona, o imenso palco,
Picadeiro errante, mundão fascinante.
Um dia em que pararia o tempo, e viveria de deslumbramento.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Borboletras de seda vagueiam pela estradinha de terra,
e eu as acompanho, sem medo, sem trela,
então sigo as moscas, e vou até a raspa do tacho,
se não me perco, não me acho!



Desde tenra idade,


aprendi que o importante não é o prazo de validade,


é a coragem, a textura, e a vontade.




Pena que nessa tal globalização, só tem vida, aquele que tem "condição".


É, e eu tento me contentar com o "C'est la vie".






quinta-feira, 21 de junho de 2007

Assim, assado.



Dias. Nos dizeres de Secos & Molhados Assim, e assados.


Dias assim, assado.


E o tempo passando, e tarde esquentando, e o sábado.


Sábado que ainda não veio, e os dias vão passando sem muitos horários.


O tempo livre, as horas soltas, o infindo intervalo.


E o futuro se confundido com o passado, em tempo presente, tempo gerúndio a escrever este recado. Escrevendo.


Pass'ando.


E assim as horas se encaixam, a espreita, a espera de um qualquer desses sábados, onde o instante é o momento exato.





Pois sim, pois não.





Alguém tem outra solução?

Tudo vale, até feijão requentado.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Menino da rua, menino do mundo.


Olhando a sua mais distante realidade,
O menino percebe o mundo,
De perfumes, amores, e vaidades,
“Tão caro, mas tão imundo”, ele pensou.
E voltou a lavar o carro.






Ela


Foto: Último Campos

Chico!


É porque ontem foi o dia Dele,

"Gemini, gemini, geminiano, esse ano vai ser o seu ano, ou se não o destino não quis., mas eu hei de ser, terei de ser, serei feliz, serei feliz, feliz.."

e eu morro de amores...

A Quenteresina anoiteceu em friagem,
De repente lembrei-me de minha infância
Do frio das noites sertanejas,
Do medo da Cruviana,
E das estórias de sonho, assombração e crueldade,
Cousas da mesma vocação, e que tanto me re-metem saudade.


segunda-feira, 18 de junho de 2007

Terra da Opala, 3,14auí.

Doura o milharal ao raiar do dia.
O sol por detrás da serra desperta em matutina poesia.
Sol nascente, menino traquino louco pra irradiar.
Afagando o tempo frio, a noite insone, e a infinda cantoria dos notívagos incessantes.
Tudo se tecendo em alvorada.
Renascendo, transbordando, desabrochando em revoada.
Mariposas noturnas fascinadas bailando em volta da luz.
Um manto de clareza encobre a serra, um arco-íris costura o firmamento.
O mesmo tempo sem pressa desaba em contentamento,
Ah, uma real ilusão.
Juro que isso não passou de mera descrição.