Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

terça-feira, 25 de setembro de 2007



Ponha todos meus vícios sobre a mesa,
Quero solver minha tristeza.
Hoje me embriago dessa mania de ver retratos,
De escreves bilhetes, de ler classificados.
Sim, todos os meus vícios,
Da minha humanidade, o prestígio,
Da minha solidão, o abrigo.
As virtudes só massificam o martírio.

domingo, 23 de setembro de 2007

Alvor'arada


Notí’vagar dentre os portais


A luz da noite dos homens da noite
Encontra-se
Com a luz do dia dos deuses do dia

O
Despertar
Dos galos, dos padres, dos operários,
Deparar-se
Com
O
Ultimar da noite dos vigias, das prostitutas, dos embebedados

As luzes se descobrem.

O início de um se dá pelo fim do outro.
Continu’ação.
O tempo não pode parar.
Foi dada aos homens essa missão!
O espaço não de ontem não pode ser o mesmo de amanhã nem de então!
Quantos sonhos pra alimentar, quantos deputados para enriquecer, quantos homens pra amar, quantos filhos pra parir, quantas matas pra proteger, quantas armas pra se munir!
Quantas...
Pró-criação!

Sinto anunciar, pois sim, pois não, pero...
Quando o findar de uns se pronuncia
A labuta de outros se anuncia.

As luzes se invadem no rematar da noite, no raiar do dia.
Mundos af(l)ora.
Luzes
Nas nuanças das tranças de Aurora!

Luzes dos postes que alumiaram se iluminam de orvalho, de sol, de amanhecer.

Luzes se entrelaçam luzes con’fundem mundos.
Luzes me fazem renascer.
Mas por favor, fechem as cortinas, preciso adormecer!

Bárbara

23 set 07, 6:06 a.m.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Se amássemos os outros pelo que eles são, e não pelo que queremos que eles sejam, o amor seria mais sereno e verdadeiro, decerto sofreríamos menos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

D’ela para Ele I


Como sentir falta de quem só é ausência?
Como querer presença de quem é só palavra?
Sinto pesar pelo amor não vivido,
Pelo beijo não dado,
Pelos bilhetes perdidos,
Pelo porvir mal amado..

Sinto saudade do desconhecido que deixei partir,
Por não o ter abraçado.

terça-feira, 18 de setembro de 2007


Des'encontro



Desencontro

Ela- Que espécie de feitiço
Fez-te tão meu sem ser recíproco?
Ah, o amor não dá avisos,
Tua lembrança é meu abrigo,
Minha prisão, meu esconderijo.
Ainda me liberto de ti e de tudo isso.
Mas que não morra em mim o Amor,
Meu mais precioso sentido!

Ele- Que querer bem é esse que tanto mal me faz?
Que tempo é esse que tudo esquece e que ti sempre re’mete mais e mais?
Como esse tempo me trai!
Ah, minha maior vontade era de ter-te à vontade, sem esse leva e traz...
Quero ter-te entre braços como sempre tive entre versos, entrelinhas, entre meias verdades!
Ah, que sei eu do que é Amar, eu que sou só vaidade?
Amei tanto o amor, que esqueci que ele é pura despretensão e suavidade, e que se deve amar a amada, a amante, pois amar só o amor e o próprio semblante é hostil pecado, é a fatuidade ego’ísta do Eu que te levou do meu abraço, e que me fez retirante.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Os cajus douram em aurora,
Os ipês afloram em deslumbramento,
Quente fervente’mente quente passa-(o)-tempo,
Celeremente escapole o seco vento,
Desajeitando cabelos, refrescando almas, dando forma aos sedimentos...
Assim embeleza-se o sertão em Setembro.

09.09.07

terça-feira, 11 de setembro de 2007

(De)Cadência

-E enfim, depois de tanta verborragia, qual é a tua opnião?
- não se tem mais tempo para pensar sobre isso.
não se tem mais tempo para pensar sobre.
não se tem mais tempo para pensar
.não se tem mais tempo, PÁRA!
não se tem mais tempo.
não se tem mais.
não se tem.
Não, se....
Não!!!



A.B.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Palavras



são


signos que

nos revelam imagens. Força m o t r i z
da imagin'a ç ã o...
Ah, as palavras, e sua pró-criação!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Con'fundir a solidão com o porvir


Minha solidão se distrai com o cair da alvorada,
Notívagos cambaleiam pela estrada,
Ouvem-se sussurros, devaneios, poesias enamoradas.
Há quem vá ao emprego, ou a caminhada,
E cá continuo eu, a não esperar mais nada,
Frio o café reflete minha face, minha alma
O relógio na parede jaz sua ultima embalada,
O bilhete não veio.
Tudo se com’funde com a madrugada passada.


8 set o7

Bárbara

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Piauí sem Í, é Peixe sem Rio!

Ah, e eu fico aqui sem entender...
Por que tanto querem tirar nossos acentos, nossa mais aportuguesada melodia de ser?!
Até o tupi enamorou-se dessa “musicalização” do escrever, constituiu família, fonema, palavra, poesia, e não deixou mais de adolescer!
Ah, essa língua mãe que se metamorfeseia! Ora é Palarva, ora é borboletra!
PIAUÍ, sem acento não teria a mesma sinfonia, a mesma harmonia, o mesmo embelecer.
Que tirem todos os acentos, seria hipocrisia minha isto não dizer, sei bem que a língua se faz da fala, e não da escrita pura e exata, a verdade é que muitos poucos sabem onde realmente fica o acento, por exemplo, cateter, aqui em Teresina é catéter, sem ao menos acento ter, então sem medo de cometer qualquer gafe, a prova mais fidedigna da fala sobre a escrita, é o sotaque.
Mas por obséquio, faço aqui meu singelo pedido, não tirem do Piauí o que lhe é de mais querido, mais autêntico, mais bonito! Piauí sem o Í, é peixe sem rio!

2 set 07