Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Por onde andas?


As palarvas me escapam.

Voam as borboletras.


Quero os teus OlhOs

domingo, 6 de janeiro de 2008

IN’Feliz Tempo Senil

Ouvia-se o latir dos vira-latas complacentes,
Ouvia-se passos, sinfonia de galos, e um cantarolar de negra cheirando a aguardente,
O sol já despontava lá no alto,
Dona Júlia já requentava o requentado,
Luiz levantou às 4 para que todos tivessem leite às 6,
Moisés ainda não dormira em sentinela,
A moça já assoviava na janela,
O dia amanhece mais uma vez!
Continuam a comer com gosto o desgostoso tédio!
Que ano novo mais velho!
Que insana lucidez!



[Solitária esquecida noite de passos perdidos navegantes de velho ano novo. Ao mar, 1 de janeiro de 2007]
Na face o sorriso se estampa,
Não há como desmentir,
Há um acorde novo em meu samba,
Sem ti, não há sentir!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Out friagem In candente


Céus.
Frio o tempo desabando em águas que es’correm pelos córregos e lajedos.
Telhas.
Quente o corpo desabando em suores que es’correm pelas curvas e desejos.
Meu amante-confidente-abrigo, tu és o meu afrodisíaco!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Lajeiros lavrados pelo tempo e pelos alpercatas peregrinas,
Casas coloridas de almas velhas,
Ruelas perdidas em passos...
Essa é minha Oeiras, minha senhora-menina!

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Revi’vendo Pacíficas e tortuosas águas oceânicas




Cesária entoa uma canção de triste noite, embalada pelas ondas verdes do (a)mar, que em dia claro brilhante revivo, revivo como se no momento exato da Poesia eu estivesse lá!
Coqueiros se agitam ao alto da serra branca, serra de areias finas, serra que desbravo desde menina, só para chegar ao topo e me deliciar com a sinfonia da maré que desponta!
É doce viver no Mar!
Ele se foi a afogar, cochilou no calo de Yemanjá, dele não soube mais notícias, infeliz pesar!
E cá fico eu a degustar Évora, as dunas, as águas cálidas,
E eu fico a degustar Saudade.
Um misto de memória querida com plenitude de uma deliciosa e efêmera realidade.
Instante borbulhante’mente poético que te trouxe para mim!
Pensamento constante, Oh mar, A(h!)MAR sem fim!