Teus perfumes, formas, sabores e toques
Coloriram meus dias,
Teceram meus desejos,
Velaram minha alma.
Volúpias, sandices, acalentos.
Sacanagem & Sentimento.
Levastes meu estar só,
E me fez a dois ser.
Amor meu, que ainda quero senão o teu querer?
Na sombra do cajueiro.
No balanço da rede o tempo descansa.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Telefonema
Desperta-me o sono,
me tira do sonho,
contigo.
Agora tens por devido,
dá a minha realidade,
todo o teu lirismo.
Juro que não é capricho,
és por demais bem quisto!
me tira do sonho,
contigo.
Agora tens por devido,
dá a minha realidade,
todo o teu lirismo.
Juro que não é capricho,
és por demais bem quisto!
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
Semeei girassóis

onde só se depositavam cacos de vidro,
oVidro reluz o sol,

e gira o tempo,

mas não floresce.

Enganei-me.
Nem tudo que brilha, aquece.

Não, não se deslumbrem!
Não vão pelos olhos,
tampouco pelos perfumes,

Não há sabor, o cheiro é dissimulado, e as verdades não se retratam.
Vidros insípidos como a água,
Mas ao contrario dela, desidratam.

Eu quero é água de beber, e não o vazio do vidro,
e não a lembrança de um velho retrato!
PERMITA-SE!
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Mentira tem perna curta, mas dá um grande passo pra dor e loucura.
A dor é a inversão do prazer,
Mas quando há mentira,
É sucessão.
Mentira tem perna curta, mas dá um grande passo pra dor e loucura.
Mas quando há mentira,
É sucessão.
Mentira tem perna curta, mas dá um grande passo pra dor e loucura.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Di'Fusão
Não tema quem amas,
Mas ame quem temes.
Temer o amor é desperdício,
e nada mais rico
que amar o temido.
Encontre o inimigo,
e faça as pazes.
Una, não separe.
Há arte no (en)contras(-)te.
Mas ame quem temes.
Temer o amor é desperdício,
e nada mais rico
que amar o temido.
Encontre o inimigo,
e faça as pazes.
Una, não separe.
Há arte no (en)contras(-)te.
sábado, 2 de agosto de 2008
Válvula de Escape
Recorri ao meu velho amor mais uma vez,
Depois que as paixões se vão,
Cheias de intensidade e vazio,
O velho amor me ampara em lembranças
que não fazem mais sentido.
Para não sofrer com a transitoriedade das paixões,
Sempre tão volúveis e enigmáticas,
Tenho um velho amor.
Quando outra paixão vier,
Este velho amor eu engaveto em meu peito,
O deixo ali, sempre no mesmo endereço,
Pois bem sei,
Que a paixão pelos dedos escapole,
E é esse meu velho amor que me socorre.
Há tempos que nem o vejo,
Mas para as despedidas não doerem tanto,
Finjo que é a ele que amo.
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