Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

sábado, 2 de agosto de 2008

Válvula de Escape


Recorri ao meu velho amor mais uma vez,
Depois que as paixões se vão,
Cheias de intensidade e vazio,
O velho amor me ampara em lembranças
que não fazem mais sentido.

Para não sofrer com a transitoriedade das paixões,
Sempre tão volúveis e enigmáticas,
Tenho um velho amor.

Quando outra paixão vier,
Este velho amor eu engaveto em meu peito,
O deixo ali, sempre no mesmo endereço,
Pois bem sei,
Que a paixão pelos dedos escapole,
E é esse meu velho amor que me socorre.

Há tempos que nem o vejo,
Mas para as despedidas não doerem tanto,
Finjo que é a ele que amo.

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