
Ser para o outro mais do que é para consigo,
ter no outro um abrigo,
ser do outro o sentido.
Ter na vida o encontrado e o perdido.
O que quero senão estar contigo?
Ora, que tu me queiras sem “deixa disso”!
Ora, que tu me queiras sem “deixa disso”!
Que teu olhar cada vez mais se hipnotize
com os nossos sórdidos resquícios.
Quantos delírios!
E que nossa sede nunca se satisfaça,
e que teus braços continuem a ser a fita que me enlaça!

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