Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Sala de Espera

Fitou o relógio,
Ainda restavam 6 minutos.
O tempo é bicho sorrateiro, dono de si, só faz o que quer.
Pronto, nem mais um segundo, era hora do rapaz sair do expediente,
Era hora de ela ficar presente a porta e o ver passar,
Tal qual fazia diariamente,
Engraçado, ele nunca se atrasava, tampouco deixava de dá-lhe a graça da surpresa,
Parecia a primeira vez, parecia a eternidade, era de tamanha riqueza!
O bicho tempo também faz suas caridades,
Por uns instantes se congela para que contemplemos a beleza,
Enquanto o rapaz passa, o relógio pára e tudo se inebria de graça e sutileza.









2 comentários:

eueoutrasdemim disse...

apreciar a sabedoria do deus tempo é dado aos que amam sem tempo... aos que sofrem e se acodem com resiliencia, aos que desesperam e um segundo não é mais tempo, eternidade...
paula.a.

Anônimo disse...

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