O tempo corrido cumpre seu curso,
o dia e sua sina das 24h,
a volta ao sol,
a fotografia de cada hora,
as cores da aurora,
o calor do meio-dia,
o vagar da tarde,
o som dos canários no lusco-fusco.
A noite e sua calada imensidão.
Quanta doçura na claridade, na penumbra e na escuridão!
A realidade não é assim tão poética,
salas fechadas, cortinas nas janelas,
o ar-condicionado inibi o som das ruas,
que nem é mais tão agradável,
o tempo ágil em seu percurso,
aprisiona-se em afazeres inadiáveis,
o dia tão curto,
e com tão pouca tranquilidade,
com tanta pre'ocupação com as horas,
que ao invés de hoje,
a gente espera viver em outrora.
Na sombra do cajueiro.
No balanço da rede o tempo descansa.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Crime Passional
Não há excludente de culpabilidade, nem de ilicitude,
nesse tribunal onde o amor nos deixa encarcerado,
temos a lua como testemunha,
o coração como jurado,
e você, meu bem, é o único condenado.
Sentença Transitada em Julgado.
nesse tribunal onde o amor nos deixa encarcerado,
temos a lua como testemunha,
o coração como jurado,
e você, meu bem, é o único condenado.
Sentença Transitada em Julgado.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
O que é que eu faço, meu Deus, para arrancar de mim esse amor que me arrasa?
Como dar a volta por cima sem perder a ternura e a graça?
Que faço para aliviar essa angústia que me devora?
Lágrimas comprimidas em embalagem tarja preta vão rolando pela face,
ver-te com outra a andar pela calçada
enquanto meus olhos turvam em uma lânguida dor.
É de pesar este instante,
é com uma melancolia profunda que vos sussurro esses versos,
como um suspiro derradeiro de quem não consegue encontrar a paz,
jaz em outrora a vivacidade de quem desconhecia o desamor e suas amarras.
A noite é impiedosa e com ela vêm a saudade e a perda,
tudo chega quando o sol se baixa.
Como dar a volta por cima sem perder a ternura e a graça?
Que faço para aliviar essa angústia que me devora?
Lágrimas comprimidas em embalagem tarja preta vão rolando pela face,
ver-te com outra a andar pela calçada
enquanto meus olhos turvam em uma lânguida dor.
É de pesar este instante,
é com uma melancolia profunda que vos sussurro esses versos,
como um suspiro derradeiro de quem não consegue encontrar a paz,
jaz em outrora a vivacidade de quem desconhecia o desamor e suas amarras.
A noite é impiedosa e com ela vêm a saudade e a perda,
tudo chega quando o sol se baixa.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Sim, era tudo mentira....
não me diga que você acreditou!
Quantos anos você tem?
Com essa idade e tão tola?!
Querida, eles mentem,
não digo todos, mas muitos.
Mentem pra uma e pra outra, e as duas caem...
Geralmente é assim.
A verdade é árdua, dolorosa,
só quem ama mesmo pode com ela,
quem não tem esse sentimento todo cai no vício da mentira...
E o que é pior, convencem mulheres como você.
Sim, não se desespere, amiga, li em algum lugar que mulheres inteligentes muitas vezes tinham escolhas insensatas...
Eu sei, eu sei, que a paixão vive de conversa com a insensatez... Mas você não precisava ir tão longe...
Você bem sabe que quanto maior o penhasco, maior a queda...
Tá bem, amiga, eu sei que você pensou que desse vez seria diferente...
Vou ter que desligar agora, fique bem...
Tá, eu sei que você não vai ficar bem, mas não te preocupa que mais cedo ou mais tarde os raios e trovões virarão chuva nova...
Um abraço!
não me diga que você acreditou!
Quantos anos você tem?
Com essa idade e tão tola?!
Querida, eles mentem,
não digo todos, mas muitos.
Mentem pra uma e pra outra, e as duas caem...
Geralmente é assim.
A verdade é árdua, dolorosa,
só quem ama mesmo pode com ela,
quem não tem esse sentimento todo cai no vício da mentira...
E o que é pior, convencem mulheres como você.
Sim, não se desespere, amiga, li em algum lugar que mulheres inteligentes muitas vezes tinham escolhas insensatas...
Eu sei, eu sei, que a paixão vive de conversa com a insensatez... Mas você não precisava ir tão longe...
Você bem sabe que quanto maior o penhasco, maior a queda...
Tá bem, amiga, eu sei que você pensou que desse vez seria diferente...
Vou ter que desligar agora, fique bem...
Tá, eu sei que você não vai ficar bem, mas não te preocupa que mais cedo ou mais tarde os raios e trovões virarão chuva nova...
Um abraço!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
Imprecisão
"A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida Que eu já tô ficando craque em ressurreição."
Elisa Lucinda
Resolvi procurar meios místicos, poéticos, químicos e fototerápicos para me libertar deste afeto insensato, deste apego frenético.
Já tentei de tudo.
O Rivotril faz dormir e sonhar e acordar pessimamente com o mesmo pensamento doloroso.
O pior é se sentir ridícula, é agir de forma medíocre, descumprindo preceitos fundamentais da tal etiqueta social e boa convivência.
O bom-senso vai por água abaixo, por loucura adentro.
Pergunto-me se não seria vaidade, se não seria ego ferido, defesa da rejeição sofrida.
Quiçá nem seja rejeição, mas o curso natural das coisas.
A resposta desconheço.
Se nós, que pela doutrina cristã somos a obra-prima do todo poderoso, temos um ciclo vital, pelo menos no quesito biológico, por que o amor não teria?
Guardo com carinho amores que tive. Amores que me mostraram a vida com outros olhos.
Quem teve bons amigos e bons amores viram a vida de vários modos e sentiram prazeres que jamais conheceria sozinho.
Amar é tão bom, entretanto o mundo é tão grande e impiedoso. E não mandamos nele, tampouco nos acontecimentos.
Quando somos criança achamos que o mundo é nosso, que ele nasceu pra nos prestigiar, que todos agem em função de nós, e que nossa vontade é decreto.
Então crescemos, e a fantasia se depara com a realidade concretamente orçamentária, cínica e financeira.
Percebemos que podemos fazer muito pouco, e que o único mundo que mudamos de fato é o nosso.
Morreremos e o universo continuará intacto, e talvez até as pessoas com as quais convivemos também. Exceto a poluição, o desmatamento e as decepções, coisas do bicho gente.
Nesse mundo o amor não tem liberdade, não tem curso livre e florido, pelo contrário, há todo tipo de pedra e provação.
Pela primeira vez tive que desistir de um grande amor pelo mundo, e não por falta de sentimento.
Nunca doeu tanto.
Fiz o que não devia, perdi o controle e o pudor.
Mas enfim, o escopo dessa prosa não era contar os fatos, e sim buscar a solução.
Como esquecer um grande amor?
Com outro?
Quando um sai, deixa tudo... Roupas, cartas, memórias... Não cabe outra visita, não há espaço nem para armar uma rede.
Se mesmo assim tentarmos, será mais uma ilusão, e o coração ficará ainda mais pesado, cheio de mágoas.
Então, cheguei a conclusão que só o São Tempo.
Neste instante é tarde, e o Tempo ainda está nublado, tudo dolorido, todo amor próprio desnorteado.
Mas os dias passam, e com eles vão as amarras e vem a tranquilidade. É assim que espero que assim seja.
Eu espero renascer.
Escrever consola, e um dia eu estarei lendo essa prosa como uma lembrança boa, e não como o pesar de agora.
Elisa Lucinda
Resolvi procurar meios místicos, poéticos, químicos e fototerápicos para me libertar deste afeto insensato, deste apego frenético.
Já tentei de tudo.
O Rivotril faz dormir e sonhar e acordar pessimamente com o mesmo pensamento doloroso.
O pior é se sentir ridícula, é agir de forma medíocre, descumprindo preceitos fundamentais da tal etiqueta social e boa convivência.
O bom-senso vai por água abaixo, por loucura adentro.
Pergunto-me se não seria vaidade, se não seria ego ferido, defesa da rejeição sofrida.
Quiçá nem seja rejeição, mas o curso natural das coisas.
A resposta desconheço.
Se nós, que pela doutrina cristã somos a obra-prima do todo poderoso, temos um ciclo vital, pelo menos no quesito biológico, por que o amor não teria?
Guardo com carinho amores que tive. Amores que me mostraram a vida com outros olhos.
Quem teve bons amigos e bons amores viram a vida de vários modos e sentiram prazeres que jamais conheceria sozinho.
Amar é tão bom, entretanto o mundo é tão grande e impiedoso. E não mandamos nele, tampouco nos acontecimentos.
Quando somos criança achamos que o mundo é nosso, que ele nasceu pra nos prestigiar, que todos agem em função de nós, e que nossa vontade é decreto.
Então crescemos, e a fantasia se depara com a realidade concretamente orçamentária, cínica e financeira.
Percebemos que podemos fazer muito pouco, e que o único mundo que mudamos de fato é o nosso.
Morreremos e o universo continuará intacto, e talvez até as pessoas com as quais convivemos também. Exceto a poluição, o desmatamento e as decepções, coisas do bicho gente.
Nesse mundo o amor não tem liberdade, não tem curso livre e florido, pelo contrário, há todo tipo de pedra e provação.
Pela primeira vez tive que desistir de um grande amor pelo mundo, e não por falta de sentimento.
Nunca doeu tanto.
Fiz o que não devia, perdi o controle e o pudor.
Mas enfim, o escopo dessa prosa não era contar os fatos, e sim buscar a solução.
Como esquecer um grande amor?
Com outro?
Quando um sai, deixa tudo... Roupas, cartas, memórias... Não cabe outra visita, não há espaço nem para armar uma rede.
Se mesmo assim tentarmos, será mais uma ilusão, e o coração ficará ainda mais pesado, cheio de mágoas.
Então, cheguei a conclusão que só o São Tempo.
Neste instante é tarde, e o Tempo ainda está nublado, tudo dolorido, todo amor próprio desnorteado.
Mas os dias passam, e com eles vão as amarras e vem a tranquilidade. É assim que espero que assim seja.
Eu espero renascer.
Escrever consola, e um dia eu estarei lendo essa prosa como uma lembrança boa, e não como o pesar de agora.
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