O tempo corrido cumpre seu curso,
o dia e sua sina das 24h,
a volta ao sol,
a fotografia de cada hora,
as cores da aurora,
o calor do meio-dia,
o vagar da tarde,
o som dos canários no lusco-fusco.
A noite e sua calada imensidão.
Quanta doçura na claridade, na penumbra e na escuridão!
A realidade não é assim tão poética,
salas fechadas, cortinas nas janelas,
o ar-condicionado inibi o som das ruas,
que nem é mais tão agradável,
o tempo ágil em seu percurso,
aprisiona-se em afazeres inadiáveis,
o dia tão curto,
e com tão pouca tranquilidade,
com tanta pre'ocupação com as horas,
que ao invés de hoje,
a gente espera viver em outrora.
2 comentários:
tanta doçura... em meio a quanta angústia... na claridade de sorrisos a escuridão que lágrimas permitiram que fossem alcançar, os sorrisos...?
abraços
Tb espero, flor! E adoro o lusco-fusco. A cor e a expressão! Bjs!
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