Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O tempo corrido cumpre seu curso,
o dia e sua sina das 24h,
a volta ao sol,
a fotografia de cada hora,
as cores da aurora,
o calor do meio-dia,
o vagar da tarde,
o som dos canários no lusco-fusco.
A noite e sua calada imensidão.

Quanta doçura na claridade, na penumbra e na escuridão!

A realidade não é assim tão poética,
salas fechadas, cortinas nas janelas,
o ar-condicionado inibi o som das ruas,
que nem é mais tão agradável,
o tempo ágil em seu percurso,
aprisiona-se em afazeres inadiáveis,
o dia tão curto,
e com tão pouca tranquilidade,
com tanta pre'ocupação com as horas,
que ao invés de hoje,
a gente espera viver em outrora.

2 comentários:

eueoutrasdemim disse...

tanta doçura... em meio a quanta angústia... na claridade de sorrisos a escuridão que lágrimas permitiram que fossem alcançar, os sorrisos...?
abraços

Anônimo disse...

Tb espero, flor! E adoro o lusco-fusco. A cor e a expressão! Bjs!