Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O que é que eu faço, meu Deus, para arrancar de mim esse amor que me arrasa?
Como dar a volta por cima sem perder a ternura e a graça?
Que faço para aliviar essa angústia que me devora?

Lágrimas comprimidas em embalagem tarja preta vão rolando pela face,
ver-te com outra a andar pela calçada
enquanto meus olhos turvam em uma lânguida dor.


É de pesar este instante,
é com uma melancolia profunda que vos sussurro esses versos,
como um suspiro derradeiro de quem não consegue encontrar a paz,
jaz em outrora a vivacidade de quem desconhecia o desamor e suas amarras.

A noite é impiedosa e com ela vêm a saudade e a perda,
tudo chega quando o sol se baixa.

Nenhum comentário: