O que é que eu faço, meu Deus, para arrancar de mim esse amor que me arrasa?
Como dar a volta por cima sem perder a ternura e a graça?
Que faço para aliviar essa angústia que me devora?
Lágrimas comprimidas em embalagem tarja preta vão rolando pela face,
ver-te com outra a andar pela calçada
enquanto meus olhos turvam em uma lânguida dor.
É de pesar este instante,
é com uma melancolia profunda que vos sussurro esses versos,
como um suspiro derradeiro de quem não consegue encontrar a paz,
jaz em outrora a vivacidade de quem desconhecia o desamor e suas amarras.
A noite é impiedosa e com ela vêm a saudade e a perda,
tudo chega quando o sol se baixa.
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