De amor adoeço.
e parto.
Metade de um lado,
e a outra perdida.
De amor enlouqueço,
e esqueço a parte que me resta.
De amor, eu me perco,
perco o bom-senso e a urbanidade,
e me arraso na saudade que tem gosto forte.
Tantas vezes desejei a morte.
De amor, me re-ergo,
de amor próprio, quase soberbo.
Recolho a metade que estava caída ao lado,
coloco a parte que me resta no porta-retrato do criado-mudo.
Trato é trato.
Contrato unilateral que não pode ser revestido.
Vestido velho no prego de Drummond, já esquecido.
Acolho a decisão, da qual não cabe recurso.
E emudeço.
É separação. Não tem mais jeito.
Nesta madrugada, sonho com a tranquilidade que espreita os dias felizes, e espero
e o encontro que mereço.
Desta vez desejo sorte.
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