Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Menino e a Janela

Pela janela estática,
passa o menino correndo
[todo dia]

A campainha toca,
ele corre,
a aula urge,
a construção do pátio se ergue.
[ele sonha em jogar bola].

A sopa ferve
na cantina, na panela.
a batatinha espalha a rama no chão
da horta
e a vida passa,
e a vida padece,
aos olhos da janela morta.

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