Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

domingo, 6 de janeiro de 2008

IN’Feliz Tempo Senil

Ouvia-se o latir dos vira-latas complacentes,
Ouvia-se passos, sinfonia de galos, e um cantarolar de negra cheirando a aguardente,
O sol já despontava lá no alto,
Dona Júlia já requentava o requentado,
Luiz levantou às 4 para que todos tivessem leite às 6,
Moisés ainda não dormira em sentinela,
A moça já assoviava na janela,
O dia amanhece mais uma vez!
Continuam a comer com gosto o desgostoso tédio!
Que ano novo mais velho!
Que insana lucidez!



[Solitária esquecida noite de passos perdidos navegantes de velho ano novo. Ao mar, 1 de janeiro de 2007]

Um comentário:

Danillo disse...

Como é bom estarmos no nosso canto, a nossa velha terra sempre querida
Beijo cheio de saudade amor meu