Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

sábado, 29 de março de 2008

O’caso da Separ’ação II


Tecida a última palavra não-dita,

Mal’dita palavra que no peito se cala,

O amor que um dia Ele prometeu,

Engasgou-se com o seu Adeus,

E do afago não resta mais nada.


O dito eterno findou,

Mal’dito dia em que acre’ditei

Em juras de amor,

Que não mais ouvirei.

Um comentário:

Anônimo disse...

ISOL'AÇÃO




ontem res'olvi sair de casa
me apaixonei pela noite chuvosa
sim, ela me seduzia e me chamava
como uma linda mulher
tinha belezas que eu conseguia sentir(através)
porque era tão natural
ela me envolvia completa'mente

então lá fui eu
de passo em passo
no des'compasso
como uma criança pequena em busca de um doce
aprendendo a caminhar (por conta própria)

mas o medo sempre me era atacado
como um menino com medo de cair
e não ter ninguém pra lhe levantar

no meio do caminho
uma nuvem negra pairava sobre minha cabeça
o vento frio perfurava-me total'mente
como flechas numa maçã
enquanto uma fumaça verde passava por minha mente
me acaricando e me chamando
como uma mãe fazendo carinhos no filho

então sou tomado completa'mente
por uma estranha(mas conhecida) imensidão
que infinita'mente puxava-me para baixo
como um filho abandonado

i'so'lamento
comigo mesmo
isol'ação
me parece(na maioria das vezes)a melhor solução
mas (eu também) não espero que voÇes entendam
voçe é apenas uma vítima desse mundo louco
uma se'mente in'sã'na numa terra in'fertil

não entendem
que estamos com muito medo
medo do mundo
isol'ação
medo do sol
i'sol'amento
como uma criança sem proteção

o sol jamais irá desaparecer
i'sol'ação
mas (esse) mundo pode não ter tantos anos
i'so'lamento