- Deus te dê Felicidade!
Minha mãe desejou-me que meus caminhos fossem serenos, que minha voz fosse mansa, que minha pa[z]ciência não se findasse.
Fez prece, liturgia, e caridade, para que nesta vida nada me faltasse.
Meu pai alertou-me das diversas nuanças deste rio, das imprevisíveis forças do homem, dos amargos delírios das ruas.
Fez poupança, plano de saúde, e pagou faculdade para que nada nessa vida para mim se calasse.
Será que as mãos dos pais guiam nossa realidade?
Seriam infrutíferos os conselhos, os ensinos, as ditas verdades?
Quando os dias se passam, as crias ganham o mundo, e afloram as vaidades.
De muito me valeram as horas de portas trancadas, os olhos inquisitivos, as perguntas encharcadas de sinceridade. O peito se agitava, a alma se tremia, as mãos não escondiam as traquinagens.
Cá estou, já sobrevivi nuanças, forças, delírios.
Nunca fui tão serena, nem minha voz tão mansa, nem tive o dom da pa[z]ciência.
Sem o ontem, não seria hoje. Sem os arranhões não teria vivência.
Que os filhos saibam reconhecer qual o maior legado de suas existências!
2 comentários:
Que saibamos e que frutifiquemos!
te amo tpra sempre!
Lindo texto!
Beijos!
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