Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Regime Fechado






Atravesso dias longos,


o Tempo me caleja os olhos,


e o Homem os cega.




Caí na tentação de me doar ao outro, a gente corre o risco de não nos ter mais. Corre o risco de perder a vontade nas outras coisas.


É sabor na boca de quero-mais, amor é vício.


Vício que os trocados não compram, vício que não tem na banca de jornal.


A dependência dói.


Dói ainda mais a abstinência.




Hoje o dia me pesa os ombros,


e minhas mãos estão atadas, teria eu como me desprender?




Olho ao espelho e me digo que não quero mais:


-Não quero mais o vício que não se pode ter, só quero depender de mim! Sou eu o sujeito do meu verbo viver!




Essa não é a primeira tentativa, mas nunca tinha mordido a mordaça, cansei de ter pena de mim, cansei de ser tão boa assim.


Que se rompam as grades, que a ventura renasça!


-Amém!




2 comentários:

Anônimo disse...

oh! preciso reve-la! um brinde a malutice! rs. beijos , minha adorada!

Anônimo disse...

p.a.