Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

terça-feira, 14 de agosto de 2007



Antônia

Cada dia se passava como uma vida,
Um entrelaçar de obscuros instantes,
Outro endereço, outro escritório, outra estante,
Mudanças constantes,
Contraia gonorréias, confundia semblantes
Senhores roliços, botequins, mulheres gestantes
Dólares, porradas, perfumes,
Sina errante,
Ora era mulher, ora era amante
Ora de cobre encoberta, ora tanta fome!
Ora e outrora tão díspares, todavi[d]a tão semelhantes!

José Inácio, Manoel Sousa, Arnaldo Cavalcante
Ora não sobrava mais horas, mas ela continuava a ir adiante.




Um comentário:

Unknown disse...

"Diálogo - Na casa da luz vermelha
- Aurélia, você acredita que ainda agora fiz uma massagem genital no meu cliente? - E foi, Natascha? Por quê? Ele era fraquinho? - Pior: eu estava sem troco!"

É uma pena constante, mas ainda é preciso suportar como um trabalho digno, se for sopesado perto d@s verdadeir@s prostitut@s...