Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

MANIFESTO
Governo autoriza destruição do meio ambiente

A sociedade piauiense é testemunha de um dos maiores crimes já cometidos na história atual contra o patrimônio ambiental do Piauí. Ecossistemas como a Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Manguezais vêm sendo dizimados somente para satisfazer a ganância de empresários sem escrúpulos. Tudo com o aval do Governo do Estado e outros políticos.

Preocupados, os ambientalistas de todo o Estado resolveram botar a boca no mundo, pontuar e denunciar os crimes ambientais em andamento no Estado.

01 - Desmatamento: de Norte a Sul, Leste a Oeste está ocorrendo disseminação das espécies vegetais em troca do cultivo de monoculturas (soja, mamona, eucalipto e etc.) ou simplesmente para a produção de carvão vegetal.

02 - Carvoarias: Em um ano no sul do Estado foram instalados mais de 3.000 fornos. Tudo com autorização da Secretaria de Meio Ambiente e Ibama.

03 - Projetos do Agronegócio: Governo concede isenção fiscal e terras públicas devolutas para instalação de projetos de monoculturas, associados ao uso de transgênicos, envenenamento de lavouras e homens, trabalho escravo, destruição da vegetação e dos recursos hídricos.

04 - Os beneficiados com essa política de destruição dos recursos naturais do Piauí são poucos, os principais são a BUNGE ALIMENTOS, JB CARBON, FAZENDAS DO AGRONEGÓCIO.

05 – Morte por Agrotóxicos - 15 trabalhadores rurais morreram vítimas de venenos utilizados no plantio de soja na região dos cerrados. O assunto foi esquecido e os homens continuam adoecendo.

06 – Favelização: Nos maiores centros urbanos a fome, a prostituição, a perda dos conhecimentos tradicionais, consumo de drogas, marginalização, desemprego e outros problemas.


Desenvolvimento a qualquer custo não dá!
Preservar é o melhor caminho.

Rede Ambiental do Piauí - REAPI




Ofício Circular N° 01/2007 Teresina, 06 dezembro de 2007.






Prezado Senhor (a)

Em virtude dos impactos ambientais negativos que estão destruindo a biodiversidade dos biomas Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Mangue no Piauí, face ao modelo de desenvolvimento pautado na insustentabilidade adotado pelo atual governo, a Rede Ambiental do Piauí-REAPI, convida sua entidade a participar de um processo de mobilização em defesa da preservação da biodiversidade do Piauí, que irá acontecer no próximo dia 18, às 10h em frente ao Palácio de Karnak.

Avelar Damasceno – Coordenador da REAPI
Judson Barros – Coordenador da REAPI

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

bate a porta & entra pela janela


Da Chegada pré-matutina de um SMS de um Amor que bate a porta & entra pela janela


Hoje amanheci com uma espantosa suspeita
Depois que minha calmaria tornou-se taquicardia,
Tudo em que pairo o olhar é poesia,
E não tenho mais nenhuma certeza!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Meus dias têm passado assim, acinzentado.O sol se escondendo, e o tempo abafado...Dias vão indo assim, meio de lado, acanhados, talvez, com esse passar nublado!
saudades, nenem!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Minha ausência era companheira fidedigna,
Apesar de suas manias e caprichos,
Entendia-se muito bem comigo,
Até que um dia,
A borboleta pousou.
Pousou em terras difíceis, em terras alheias,
Nas quais o vento lançou minhas poucas sementes
[que talvez nunca venham a germinar]
E cá estou sem sementes, sem terras, sem eira.
Quem te deu licença pra invadir minha ausência?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Quem te deu licença pra invadir minha ausência?

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Antídoto


Uma sede, uma ansiedade,
Meu corpo pede água, pede tempo, pede calma,
Não agüenta mais se alimentar de saudade,
Mas nada que acuda minh’alma,
Morto está meu coração
Meu corpo pede o teu corpo,
E não há outra solução.

Clarão e Mariposa





[a solidão dela]

Entardece.

Para cada passo de um, há o caminho de outro.
É preciso que as pegadas sejam marcadas, e são.
Marcadas em um verso ébrio de um guardanapo amassado,
Em uma canção triste de uma noite erma,
Em um pedido guardado no fundo da gaveta.
(Desejos imersos em um bom uísque escocês.)

[a solidão dele]

Anoitece.

Para cada caminho, há um passo a seguir.
É preciso deixar o olhar re’pousar, e ele pousa.
Pousa em um guardanapo sujo de outros fregueses, que o garçom ainda não recolheu,
Pousa em uma canção que o faz lembrar um amor que já perdeu,
Pousa em um pedido alheio nunca realizado, que leu nos classificados, e que nunca esqueceu,
Pousa em uma noite como todas outras, de dia fadigado.
(Dúvidas imersas no café das seis.)

[a solidão a dois]

Amanhece.

“Duas torradas, e um ovo frito”,
O pedido do homem ao lado a trouxe outro desejo,
Um desejo realizável!
“Para mim também!”, sussurrou.
De repente se viraram, olhos nos olhos como em uma canção triste,
Guardanapos amassados cheios de versos, não mais tão ébrios, não mais tão sós, espalhados pela mesa,
Um pedido, dois pedido, o mesmo pedido.
Perdidos, encontrados.
Um passo era o caminho do outro.
Marcas que se deixam,
Olhar que se pousa,
E eles se ad’miraram, Clarão e Mariposa.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Pós e pré são apenas estágios do pensamento, a vida é agora, esse exato instante, nem o próximo, nem o de antes. Vá adiante. Adiante o relógio, atrase. Atraso. Horário. Que horas são?
Chega de desvarios, é hora da labuta, da exaustão.

sábado, 1 de dezembro de 2007

O
T
empo
é a maior
invenção
do aprisionamento.

Não pare na pista, não passe á vista




Trocavam fúteis dizeres em suas confortáveis e luxuosas cadeiras.
Um restaurante nobre freqüentado pela mais hipócrita elitezinha fedida, com seus nomes pendendo nas ações de cobrança, e nas colunas sociais.
“Ah, lá é tudo de bom, ouvi de dizer que tá bombando!”
E assim iam/vão revezando conveniências, asneiras, e riquezas vãs.
De repente, não mais que de repente.
Pobres moleques negros passavam nas calçadas.
Pobres moleques negros não podem pisar em calçadas tão ilustres, de local tão alinhado!
Eles não têm dinheiro para pagar nem uma água, nem para entrar no banheiro, nem para andar nas calçadas!
Ladrões, ladrões!
Os rostinhos maquiados de L’oréal e cinismo contorceram-se temerosos.
Pobres moleques negros passando em calçadas tão nobres, “só podem sem ladrões!”.
Passavam os moleques e as moçoilas requintadas recolhiam as bolsas ao colo.
Passavam os moleques e os rapazotes guardavam os celulares pós-modernos nos bolsos.
Passavam os moleques e a policia foi acionada.
Passavam os moleques e a burguesia se desesperava.
Levariam cartões, brilhantes, tênis caros!
Passavam os moleques.
Passaram.
Aliviados os rostinhos suspiraram.
Pobres moleques negros apenas passavam.
Pobres não podiam passar por calçadas tão altivas.
Pobres causaram pânico.
Por serem pobres.
Por serem moleques.
Por serem negros.
E eles só queriam passar.
E passaram levados, enxotados pelos amedrontados e desconfiados olhares endinheirados.
Eles sem dinheiro nenhum, só poderia ser um assalto, “os arrastões estão por todo lado”, pensaram.
Os moleques negros e pobres só queriam passar.
E passaram.

“Sai daí, neguinho, que aqui não é lugar de pé-rapado!”.