Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Minha ausência era companheira fidedigna,
Apesar de suas manias e caprichos,
Entendia-se muito bem comigo,
Até que um dia,
A borboleta pousou.
Pousou em terras difíceis, em terras alheias,
Nas quais o vento lançou minhas poucas sementes
[que talvez nunca venham a germinar]
E cá estou sem sementes, sem terras, sem eira.
Quem te deu licença pra invadir minha ausência?

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