De repente já é noite,
De repente meu corpo arde,
Sinto na pele o açoite,
Teus olhos já não me trazem nem poesia, nem arte.
De repente a chuva mansa,
De repente o tempo pára,
De repente o corpo cansa,
De repente tudo se desenlaça,
De repente arrumo as malas,
Não ouso olhar para trás,
Deixo minha coleção de vinis,
E levo a minha paz.
De repente não há mais admiração,
Nem excitação pela carne,
De repente, amor, já é tarde.

5 comentários:
muito do que eu penso e sinto .....
de alguma forma(não sei direito como,mas me espanta) já está escrito,
e não lhe tiro a razão de me achar um cretino!
eu sou falso por isso não é?? por favor me digaa
suas palavras de alguma forma têm me afetado(bufetado agora)
suas palavras de sabedoria me ajudam
mas.....preciso saber se elas tem algo pra mim(são para mim?)
as vezes penso, penso e acabo achando que é pura loucura minha...que nao tem nada (NADA)para mim no que voçe escreve....que sou apenas um louco procurando salvação nas palavras de uma desconhecida.
:( dê-me um pouco de verdade
ja tenho um monte de coisas que
me expressão e que nem são escritas por mim....será que voÇe entende?
perdendo meus sentidos............estou sem a noção do rídiculo.
eus líricos nos comentários? Alter ego ou algo assim?
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Quanto aos "de repente",o fim deveria ser a parte mais bela, o rastro, o que sobra no fim, o afeto sem a doença da posse,da cobrança, da dor ... Mas para isso é preciso calcular tempo, esforçar-se em compreender o outro e exercitar muito o desapego, a liberdade sem dor ...
Lembra Buda?
Lembra Roberto Freire?
Você é maravilhosa com as letras ...
Volto!!
nao..nunca li nada sobre eles
mas vou procurar
como sempre...so me resta agradeçer a voçÊ
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