Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Alumeiam os olhos de Argos.



teus cem olhos em vigília
velavam meu adormecer,
[50 despertos, 50 adormecidos]


50 holofotes alumiando meus sonhos,
50 anjos guardando minha sorte,



ah, mas puseram-te a dormir, gigante meu,
desatento ficou meu sono,
triste partir,
Argos Panoptes,
cortaram tua cabeça,
fez-se estrela ao céu sorrir,
teus cem olhos viraram asas,
ao pavão colorir,
e quando tal pássaro passa,
sinto teus olhos alados protegerem meu porvir.

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