Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

domingo, 25 de maio de 2008

Morre o poeta vivo.

Olhem o céu nublado, tortos os anjos pranteiam!
Olhem as ruas tristes, atordoados os transeuntes cantarolam!
Morreu o poeta!
Morreu o poeta vivo!
O que será de nós sem poetas?
Mortos?


Ah, o dia cambaleia dentre as horas secas.
Anunciam os jornais, as bocas, as mulheres prenhas, os velhos funcionários públicos, os padeiros...
Os cartazes anunciam, morreu o poeta!
Morreu o poeta vivo!



Jamais vi olhinhos que riam tanto, jamais vi um velho tão menino, jamais vi um poeta tão e’terno, tão além dos vivos.

Vive o poeta em versos mortos que não podem morrer,
Vive o poeta eternamente em teus versos, versos que por tantos e tantos séculos ainda hão de viver, e emocionar meninos, jovens e velhos que teus versos solver.


Saudoso Hindemburgo Dobal, os meus mais belos aplausos!

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