Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Disparate passional


De tuas terras, puseram-me retirante,
fui sem norte, sem verdades,
ex’pulsa de leito tão delirante.

Por dores eu vi, por mágoas andei.
E hoje nem sei o que é felicidade.


Seria eu assim tão errante?


Marcou-se em meu semblante
a forma do tempo e de suas perversidades.


Con’tudo vou adiante,
Que Deus me dê Coragem!

Que eu desaprenda o que é Saudade,

E que não me julguem meliante!

O querer é sentido,

Sentido não tem pretexto,

Erro de tipo ou de proibição?

De quem é a culpa, do proibido ou da paixão?

Querer não faz sentido.

Não tenho licença, autorização, nem registro,

Mas meu querer é estar contigo.


Um comentário:

eueoutrasdemim disse...

Meu coração pulsou com o teu
E doeu...