De tuas terras, puseram-me retirante,
fui sem norte, sem verdades,
ex’pulsa de leito tão delirante.
Por dores eu vi, por mágoas andei.
E hoje nem sei o que é felicidade.
Seria eu assim tão errante?
Marcou-se em meu semblante
a forma do tempo e de suas perversidades.
Con’tudo vou adiante,
Que Deus me dê Coragem!
Que eu desaprenda o que é Saudade,
E que não me julguem meliante!
O querer é sentido,
Sentido não tem pretexto,
Erro de tipo ou de proibição?
De quem é a culpa, do proibido ou da paixão?
Querer não faz sentido.
Não tenho licença, autorização, nem registro,
Mas meu querer é estar contigo.
Um comentário:
Meu coração pulsou com o teu
E doeu...
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