Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

quinta-feira, 1 de maio de 2008



Espera-se.

Relógio de pulso que pulsa mesmo sem ponteiros.

Ponteiros vagarosos!

Testemunhando o passar do tempo.

Espera-se

Um cigarro. Lá se vão mais dez minutos.

Relê-se o panfleto do supermercado três vezes. Big Ofertas! Oh, dinheiro nenhum.

Espera-se.

Senta-se no banco de sua exaustão.

Ele não veio.

Tudo perde a graça.

Ela olha pro lado.

Duas moças gargalhando a madrugada passam.

Ela as acompanha.

Ele não veio,

E hoje continua a ser sábado.


"eu sinto tanto, eu sinto muito, eu nada sinto, como dizia Madalena, replicando os fariseus, -quem dá aos pobres empresta, quem dá aos pobres empresta Adeus!".

3 comentários:

Anônimo disse...

"Ele não veio
Tudo perde a graça" ...

(??)

Anônimo disse...

onde agente se diverte
é aonde eu quero ficar
e tudo se inverte
no meu pensar

ondeondeondeondeondeondeondeonde

onde onde onde onde onde onde onde

ondeondeondeondeondeondeondeonde

no meio de tanta rua
sinto a lua
toda nua
qual é a sua

eueoutrasdemim disse...

De Tudo ficam 3 coisas:
1. A certeza de que estamos sempre começando,
2. A certeza de que precisamos continuar,
3. A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto, façamos:
- Da interrupção, um novo caminho.
- Da queda, um passo de dança.
- Do sonho, uma ponte.
- Da procura, um encontro...
F. Pessoa