Na sombra do cajueiro.
No balanço da rede o tempo descansa.
sábado, 6 de outubro de 2007
P2
Vi a tua juventude se embriagar de tua boemia,
E de teu mundo dentre bancos, canteiros, e escadarias,
Vi a poesia tecer a noite, e o centro de artesanato compor sinfonias e desatar açoites,
Vi o teatro reinventar a fantasia, e o balé cantarolar o drama e a alegria,
Vi as mariposas pousando em tuas esquinas e vendendo suas primazias,
Vi teus moribundos se com’fundindo com o asfalto,
Vi dos miseráveis, o altruísmo, e da burguesia, o assalto
Vi tua arte brotar das mãos calejadas dos andarilhos que criam colares e alegorias,
Vi o que não se vê em qualquer mundo,
Vi o que se vê por debaixo dos trilhos, dos retalhos,
Das máscaras, dos etílicos, e dos fumos,
Vi o despir da nudez de quem se entrega e se liberta, e cá encontra seu rumo,
Pois cada qual respeita a singularidade de cada pessoa-mundo!
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2 comentários:
adoro sua eloquencia virgem... é tão puro quanto instigante
salve, salve
80 anos de H.Dobal hein!
E outro dia eu vi foi o O.G. Rêgo comprando bolo na panificadora Pão de Ouro, ali na av. Jockey Club... tão simples e tão complexo!
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