Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Vesos à lenha, e que venha o fogo à dois!


Versos à lenha


Mui me agrada as palavras duras.
As palavras secas, desvairadas de tão lúcidas, de tão sóbrias!
Lembre-se a lou’cura, não te preocupa tanto com os pudores das senhoras!
Palavras cruas, descaradas, desnudas são as mais valiosas!
Dizem que Palavrão é cacete, merda!
É boceta, é foda... mas tão mais feia é Marirosa,
E é palavra bem vista, é nome até de cartão de visita!
Gosto das palavras frias e do seu poder de cura,
De invasão, de dizer o máximo de sua potencializarão, e não há quem não se derreta quem não ceda quem não atrele sua carne e sua mente.
Gosto, enfim, da frieza das palavras calientes!

2 comentários:

Anna Bárbara de Sá disse...

Sic: Onde lê-se "potencializarão", é POTENCIAÇÃO.

-=|K¡ðÐ|=- disse...

Maravilhoso. Todo o seu blog. Me visite no meu pequeno mundo anônimo e veja se encontra novas e velhas amigas palavras ou alguns desafetos semânticos. Muito me honrará.

www.melancronicos.blogspot.com

pequeno p.s.: tomei a liberdade de linkar o seu blog aos meus recomendados.